Qual o melhor caminho a seguir para ser íntegro consigo mesmo?

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Talvez uma das coisas mais difíceis para alguém acima dos 40 anos seja admitir que não conseguiu acompanhar as rápidas mudanças ocorridas no mundo nas últimas décadas.

Mas há uma razão plausível para isso: Veja, você passa os primeiros dez anos de sua vida ouvindo um sonoro “não!”, dentro e fora de casa. Se você for uma pessoa mentalmente saudável acabará se condicionando sem muitas dificuldades a um sistema de normas éticas, morais e políticas que irão moldar o seu caráter, sua personalidade e sua visão de mundo para o resto de sua vida. Não demora muito, você cresce e aprende uma profissão com o objetivo inicial de pagar suas contas, vestir-se, alimentar-se e divertir-se quando possível. Contudo, as responsabilidades aumentam à medida que novos compromissos e alianças são celebrados e, por força da necessidade, você se aliena cada vez mais no trabalho pelas próximas décadas a fim de garantir não apenas a sua subsistência, mas agora a de sua família.

Em meio aos compromissos e desafios do dia a dia você não vê o tempo passar, tampouco percebe as mudanças que ocorrem diante dos seus próprios olhos. Um belo dia você acorda e, ao deslocar-se para o trabalho, se depara com um trânsito totalmente congestionado por causa de um grupo de moradores de uma determinada comunidade que decidiu queimar pneus no meio da rodovia em represália à morte de um traficante abatido em confronto com a polícia. No dia seguinte você perde o seu voo por conta de um protesto feito no acesso principal ao aeroporto promovido por moças universitárias com os seios à mostra e segurando cartazes pedindo a legalização do aborto e o fim da violência contra as mulheres. Noutro dia você liga a TV e lá está mais um caso de racismo – algo que você achava que só acontecia nas novelas da Globo e nos filmes de Hollywood. No mesmo dia o noticiário da tarde de outro canal denuncia a crescente onda de violência contra os homossexuais. Ao ligar o rádio do carro para ouvir a previsão do tempo escuta mais um caso de racismo, dessa vez contra uma apresentadora de TV. Ao acessar as recém-criadas redes sociais não entende porque muitos dos seus contatos estão com a foto padronizada em condolência aos palestinos mortos na Faixa de Gaza. Ao emitir uma opinião sobre um determinado tema de interesse público, com base nos valores que possui, você é automaticamente tachado de fascista sem ter a menor noção do que isso possa significar. Sem ter uma opinião formada – e também para não desapontar as pessoas do seu círculo social – concorda que o Diogo Mainardi só escreve besteira – mesmo sem nunca ter lido um único artigo dele sequer – e que um tal de Jair Bolsonaro, órfão da ditadura militar, é um verdadeiro arrogante, patético, antiquado e antissocial. Naquela mesma noite você decide criticá-los nas redes sociais com base na opinião de seus colegas apenas para se sentir parte do meio. Na manhã seguinte, ao ler o jornal pendurado na banca, observa que uma tal Comissão Nacional da Verdade está prestes a ser criada com o intuito de punir militares que cometeram crimes contra a humanidade na ditadura militar. No seu intervalo para o almoço assiste novamente na TV que um grupo organizado de ateus entrou com processo judicial pedindo a exclusão da frase “Deus seja louvado” das cédulas de real. Ao fazer uma pausa para o café percebe que alguns de seus colegas estão conversando sobre as cotas raciais, casamento gay e os avanços sociais do atual governo. No consultório médico, enquanto aguarda ser chamado, observa que a capa da revista destinada para os pacientes traz uma matéria exclusiva sobre o empoderamento da mulher moderna e a luta contra o patriarcado machista opressor. Enquanto observa estático a revista, uma música ambiente de fundo do Marcelo D2 faz apologia às drogas e na sequência uma outra canção do Cazuza ataca a burguesia. Ao buscar o seu filho na escola recebe um bilhete da secretaria informando que não haverá mais a comemoração de dia dos pais, mas sim do dia dos cuidadores. Ao chegar em casa, movido por um atípico impulso de curiosidade, decide examinar os livros didáticos do seu filho e constata que não há mais menção ao Hino Nacional, ao patriotismo, às organizações sociais políticas brasileiras, à moral e cívica e à religiosidade, mas há, no lugar, o multiculturalismo, o humanismo secular, a inclusão social, a diversidade, a tolerância, os direitos humanos, o africanismo, os movimentos feministas, o ateísmo militante com verniz de disciplina científica, as maravilhas do socialismo cubano e uma assombrosa demonização do período militar brasileiro, do capitalismo imperialista norte americano, da meritocracia individualista, do cristianismo e seu genocídio histórico por meio da inquisição e das cruzadas. Constata que há também uma evidente propaganda sexual disfarçada de cidadania e combate à homofobia. Sobretudo, espanta-se terrivelmente ao descobrir que alguns professores do seu filho defendem abertamente um novo conceito chamado ideologia de gênero, o qual afirma que não se nasce homem ou mulher, mas se constrói tais gêneros por meio de imposições sociais.

Num dado instante qualquer, quando você menos espera, uma luz intensa se acende no meio da escuridão como se um trem em alta velocidade estivesse prestes a te atropelar, daí a sua ficha cai e você se pergunta: “O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM O MUNDO???

Nesse exato momento você se depara diante de uma estrada que se dividem em dois lados – e eu não me refiro aqui à direita ou esquerda política, mas a uma escolha de postura frente às novas constatações:

Um dos lados é o mais fácil, o mais aceito, o mais popular, o mais descolado, o mais confortável e o mais escolhido. A saber, o lado da grande maioria. Nesse lado você não precisa se preocupar com as coisas que te cercam, pois alguém fará por você aquilo que você não quer fazer. Nesse lado o Estado é o seu tutor, garantidor e mantenedor de tudo aquilo que você julga precisar. Esse lado é admirado e até mesmo cultuado por muitos pelo forte clamor em favor dos fracos e oprimidos. Nesse lado você não precisa se dar ao trabalho de pensar muito, basta apenas cumprir os ditames acadêmicos, acatar o que diz a grande maioria e defender com unhas e dentes as pautas determinadas nas convenções do partido. O segredo é não questionar!

O outro lado, entretanto, é mais penoso e requer sacrifício, pois consiste numa busca incessante pela verdade e pelo conhecimento. Procura descobrir a origem de determinados problemas examinando a partir da raiz. Não se contenta com explicações pré-moldadas e formatadas pelos círculos acadêmicos ou midiáticos. Esse lado exige dedicação, entrega, estudos, investigação, pesquisas, análises e permanente observação. Questionar é o que move as pessoas desse lado. Esse é o lado que uma pequena minoria não conformada escolhe seguir e por essa razão tais indivíduos são constantemente atacados, difamados e caluniados por defenderem uma opinião própria e que normalmente conflita com a unanimidade.

Com efeito, uma das maiores frustrações para os que escolhem seguir o lado mais difícil da estrada não está exatamente na comprovação de que o mundo mudou para pior nas últimas décadas, mas sim na constatação de que as pessoas que poderiam fazer alguma coisa boa por ele se adaptaram às suas obscuras modificações sem muitos questionamentos. Pior ainda são os que estão chegando aqui agora e enxergam todo esse caos e inversão da realidade como parte integrante do mundo que os cerca.

Isso é no mínimo trágico!

Mais um crime de ódio racial. Desta vez contra a diva Preta.

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Sabe o que acontece quando um grupo de moleques zombeteiros e inconsequentes se organiza na internet pra infernizar a vida dos outros??? A direita conservadora paga o pato!!!

Quem já leu o livro Filho do Hamas surpreende-se no capítulo em que Mosab Hassan Yousef (autor do livro) revela que o próprio Yasser Arafat mandava os terroristas islâmicos mais leais explodirem bombas na Palestina para assim ter pretextos para atacar Israel.

Aqui no Brasil está virando rotina os casos de injúria racial serem automaticamente atribuídos aos conservadores de direita. Quem não se lembra do caso da menina do tempo do Jornal Nacional, Maria Júlia Coutinho, quando foi alvo de ataques racistas em julho do ano passado? A Polícia Civil conseguiu identificar pelo menos quatro suspeitos de publicarem as ofensas racistas na internet, dentre eles um adolescente de 15 anos cujo nome não fora revelado. Todos foram liberados após esclarecimentos e pagamento de fiança e respondem a processo em liberdade.

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O caso de Maju ganhou os holofotes da mídia nacional e repercussão em todos os meios de comunicação e redes sociais. Os justiceiros sociais de plantão, evidentemente, não perderam tempo em atribuir mais esse crime a uma direita conversadora cristã. Ora! De todos os envolvidos rastreados pela polícia nenhum deles tinha sequer aproximação com partidos políticos, correntes ideológicas, igrejas, convenções, institutos ou quaisquer movimentos de direita. Eram apenas moleques que queriam ver o circo pegar fogo!

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Todavia, Maju preferiu não alimentar o caso e tratou a questão da forma mais tranquila possível. Ela mesma chegou a declarar em edição ao vivo do Jornal Nacional que as provocações feitas pelos moleques era algo que não abalava sua personalidade como pessoa e profissional, ademais, tais ofensas não representavam a opinião de uma maioria. Maju saiu de cabeça erguida, vitoriosa e segura de si mesma, haja vista, o que não aconteceu com a diva Preta Gil.

Chamaram a Preta Gil de preta e ela não gostou. Chamaram-na de gorda e ela ficou magoada. Chamaram-na de artista sem talento e ela fez textão melancólico no facebook pedindo paz e justiça. Chamaram-na de macaca e ela ficou possessa. Chamaram-na de FEIA, daí a casa caiu de vez!!!

Indignada com tamanha injúria Preta decidiu registrar B.O. na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) acompanhada do seu chofer – ôps! – digo… marido, Rodrigo Godoy. Pronto! E assim foi veiculado no Jornal Nacional e nos principais portais de notícias sérias de todo o país naquele mesmo dia: “Preta Gil é vítima…

Filha de um grande ícone da música popular brasileira desde os tempos da Tropicália, o qual fora Ministro da Cultura no período de 2003 à 2008 a convite de Lula, cresceu com toda sorte de proteção e providência material imaginável – tal qual a grande maioria esmagadora dos brasileiros jamais sonharia em ter. Contou ainda com a influência do pai para lhe abrir as portas do concorrido e injusto mainstream musical. Curiosamente, das dez últimas relações amorosas que Preta assumiu publicamente apenas um foi com homem negro. Atualmente está casada com um homem branco que é 16 anos mais novo que ela (42). Coisas do amor, né!!!

[Tenho que dar o braço a torcer e reconhecer a precisão cirúrgica que tem uma frase muito interessante do Sir. Morgenstern. Permita-me plagiar aqui: Preta Gil acredita sofrer ofensas de babacas por ser negra, não por existirem babacas! ehehehe… Muito bom!!!]

E mesmo com toda sorte que o universo poderia lhe reservar Preta Gil se sente prejudicada e injuriada por um grupo insignificante de moleques desocupados dos quais ela nunca teve sequer um único contato na vida. Ademais, sente-se ainda vitimada por um ódio racial visceral irracional ao ser chamada de gorda que destrói balanças, que faz shows com fraldas geriátricas, que usa 1kg de pó de arroz na cara e que faz chapinhas no cabelo (algo que ela nega veementemente). Para Preta tamanha violência deliberada traduz-se por meio de um fenômeno que ela chama de “doença social”.

E você aí preocupado com os mais de 100 mil cristãos assassinados todos os anos ao redor do mundo apenas por serem cristãos, enquanto a Preta Gil sofre tamanha perseguição!!!

Ai, ai, quanto ódio nesse coração!!!

Uma breve reflexão sobre Leandro Karnal.

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É inevitável olhar para Leandro Karnal e não se lembrar de Michel Foucault, não pela a aparência física, mas pela habilidade inata com que ambos conseguem convencer grandes multidões por meio das mais bem elaboradas construções sintáticas.

Conheci Leandro Karnal há pouco tempo – não pessoalmente – através de uma entrevista no programa Roda Viva e por mais duas palestras suas – dentre várias disponíveis no youtube. É óbvio que eu não posso dizer quem é Leandro Karnal apenas por essas três referências, entretanto é absolutamente possível traçar as primeiras linhas do seu perfil como pessoa e docente.

É inegável que Karnal é um homem notável pela sua inteligência e especialmente pela sua eloquência. Possuidor de uma tranquilidade que às vezes chega a ser perturbadora, demonstra com ampla fluência conhecimentos sólidos nos mais importantes pensamentos filosóficos dos períodos históricos mais relevantes da humanidade. Embora se declare ateu convicto, reconhece a importância que a influência religiosa teve em sua formação e respeita a opção do indivíduo que escolhe fundamentar os seus conhecimentos no mesmo sistema.

Embora Karnal demonstre ter notáveis atributos positivos, eu, particularmente, tive certa dificuldade em visualizar o alvo principal de seus discursos. Vou além: Em alguns momentos é possível perceber certas incongruências em sua fala, especialmente quando ele se refere ao modo de operação individualista do homem, quando a evidência empírica nos mostra algo totalmente diferente; a saber, que tudo hoje em dia é produzido e distribuído para o coletivo e não para o individual. O pensar e agir hoje é coletivo, ao passo que o individualismo é cada vez mais rechaçado em todas as instâncias públicas e privadas. Pensar individualmente se tornou perigoso e mal visto hoje em dia. Nisso Karnal falha. Outro ponto, Karnal critica abertamente os mecanismos de autoajuda – e as motivações de tais críticas são perfeitamente compreensíveis e aceitáveis –, mas, curiosamente, faz com que as suas apresentações públicas em nada se diferenciem das palestras de autoajuda, por exemplo, de Augusto Cury, exceto pelo fato dele ser veementemente realista e projetar para o seu público a riqueza e a beleza do pessimismo encontrado, por exemplo, em Schopenhauer, em meio a muitos malabarismos e construções exegéticas refinadas. Em uma de suas palestras defende subjetivamente o método Paulo Freire quanto à flexibilização da linguística e a liberdade da fala e escrita – livres dos sistemas opressores de dominação –, mesmo que errados, desde que se faça compreender. Ao mesmo tempo critica os efeitos dessa flexibilização ao apontar o pobre repertório de palavras que os alunos dominam hoje em dia, assim como suas dificuldades e deficiências em interpretarem textos mais clássicos.

Há quem diga que Karnal é um ultra-esquerdista radical por criticar insultuosamente a direita conservadora e a família institucional monogâmica. Eu afirmo a vocês com toda certeza do mundo: Não! Karnal não é sequer esquerdista, muito menos radical. O intrigante em Leandro Karnal, contudo, é que em muitos momentos ele se projeta como tal e usa em seu favor certas temáticas que parecem lhes servir como um cartão de embarque para um possível estrelato – visto que hoje em dia defender as bandeiras de classes e oprimidos é requisito trivial para uma projeção popular de sucesso, e pelo visto essa é a única coisa que parece lhe faltar para ingressar no hall do politicamente correto e assim conquistar fama e dinheiro.

Sobretudo, é absolutamente incoerente que alguém com o conhecimento que ele demonstra possuir seja suficientemente ingênuo para defender apaixonadamente bandeiras que demonizem, por exemplo, o período do regime militar brasileiro, fazendo deste um dos mais trágicos e obscuros da nossa história, ao passo que isenta-se intencionalmente de criticar as outras ditaduras apreciadas e enaltecidas pela atual classe política dominante, ditaduras das quais foram muito mais genocidas e totalitárias quando comparadas com a ocorrida no Brasil. Ademais, é absolutamente ilógico que alguém com tamanha capacidade de percepção, avaliação crítica e sensibilidade como ele desmoralize deselegantemente em público uma iniciativa como o Escola sem Partido, chamado-a de “asneira sem tamanho“, ao passo que ignora sumariamente as evidentes influências da extrema esquerda marxista nos programas curriculares nacionais, desde os primeiros anos disciplinares até os mais altos níveis de graduação acadêmica, os quais são responsáveis por prover safras e mais safras de analfabetos funcionais que são anualmente despejados tanto na sociedade quanto no mercado de trabalho – e ele sabe disso!!!

Talvez essa seja a grande mística de Karnal – pra não dizer desonestidade intelectual e oportunismo –, vender a sua alma em troca de algumas centenas de milhares de autógrafos, conferências, entrevistas e best sellers.

Nicolau Maquivel disse que os homens costumam julgar pelo que veem, mas poucos são os que julgam pelo que sentem. Não sei se o meu julgamento é precipitado, injusto ou preconceituoso, mas foi o que eu senti sobre Leandro Karnal.

A cagalhada épica de Flavio Morgenstern!

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Certa vez li em algum canto da internet que Flavio Morgenstern era uma grande incógnita para muitos desde os tempos de Orkut. Eu particularmente gosto muito dos textos dele, especialmente o texto em que ele coloca Marcos Bagno debaixo do tapete após reduzi-lo a pó com o seu preconceito linguístico. Essa talvez seja uma de suas melhores refutações, diga-se de passagem, digna de todas as estatuetas já entregues na Academia nesses últimos dez anos.

Sem julgar pela sua aparência visivelmente imponente e o seu sobrenome intimidador, Morgenstern é sem dúvida alguma um dos pouquíssimos pensadores da internet habilitados a postular para si a prerrogativa de estar sempre certo sem dar ao oponente o mínimo benefício da dúvida. Mesmo com a sua gramática impecável e a sua rara habilidade em construir argumentos que dão mais voltas que uma montanha russa, Morgenstern não poupa sentimentos ao transcrever para o papel (ou para o word) toda a letalidade capaz de fulminar o seu adversário logo nos primeiros parágrafos. É muito poder para um mortal que caga fedido como todos os demais!

Devo confessar que em alguns momentos eu já encontrei ampla dificuldade para entender certas coisas que ele escreve, e a isso atribuo a minha inata incapacidade para compreender coisas mais complexas, o que pode ser facilmente resolvido quando nos colocamos em modo automático ao lermos os seus textos entrelaçados. Todavia, não é necessário dar-se muito ao trabalho para decifrar os seus malabarismos exegéticos tendenciosos, basta apenas concordar com o que ele diz e pular para o próximo parágrafo, fingindo assim ter entendido alguma coisa. Logo, se Morgenstern diz que algo é errado então é errado e ponto final, simples assim! Ademais, como prova conclusiva da sua notória sapiência, Morgenstern sempre incrementa os seus textos com pelo menos cinco ou dez citações de nomes de autores dos quais você jamais leu e jamais lerá em toda sua existia enquanto ser humano – haja vista, desconfio que nem mesmo ele os leu. É muita magnificência para um mortal que peida fedido como todos os demais!

Contudo, o algoz Morgenstern desta vez, por alguma razão não evidente em seu texto, decidiu exumar o falecido John Lennon para esmurra-lo impiedosamente com toda a sua elucubração ácida e inquestionável. O ponto de partida para o ataque deliberado contra o defunto foi o discurso odioso e virulento de Lennon travestido de canção popular inocente, a saber, a tão famigerada Imagine. Sim, devo reconhecer que John Lennon foi tudo aquilo que Morgenstern escreveu em seu texto e mais um pouco. A própria ex-esposa de Lennon e o seu primogênito já fizeram declarações públicas a respeito do ídolo que racharia de vergonha a cara de qualquer fã que se propusesse a andar vestido com uma camiseta estampada dos Beatles no meio da multidão.

Ora! Mas o que tem a ver o cu com as calças???

Penso que quando um autor compõe uma canção, por mais patética e tosca que ela possa parecer não é ele quem decide se esta será ou não um grande hit que ocupará o “top ten” das paradas de sucesso. Imagine poderia ser uma canção como outra qualquer, mas por uma série de razões – as quais envolvem a época, o contexto político e social num dado momento e, nesse caso específico, o assassinato de Lennon – caiu no gosto popular e acabou se tornando uma espécie de hino universal da paz. Eu particularmente acho um exagero, mas aconteceu. Ademais, além da questão estritamente musical, geralmente o fã cria internamente um personagem de seu ídolo a partir dos sinais e símbolos que são captados por meio de sua obra, seja ela sonora ou visual. Logo, ninguém idolatra John Lennon por ele ser um agressor, arrogante, prepotente, um estúpido ou hipócrita, mas o idolatra justamente pelos sonhos e aspirações que ele, por meio de sua obra, consegue despertar naqueles que o acompanham. Eu concordo plenamente que essa música é melodicamente chata e que o seu teor de hipocrisia e utopia chegam a ser ultrajantes, mas nada que um controle remoto ou um botão de volume não resolvam. Ademais, associar essa música às mortes causadas pelo ateísmo advindo do comunismo é muita meninice da sua parte, hein, senhor Morgenstern!

Mas pelo visto, a cólera gratuita de Morgenstern não se resume apenas a uma canção que tanto o irrita e desequilibra a sua atmosfera harmônica com o mundo que o cerca – friso aqui “mundo que o cerca” –, tampouco se resume à personalidade patética e controversa de John Lennon, mas estende-se inclusive aos demais membros da banda, como por exemplo o Sir. Paul McCartney, o qual fora condecorado pela Rainha Elizabeth como Membro do Império Britânico em 1965 – algo que Bruce Dickinson jamais conseguiria nem mesmo se morresse e reencarnasse 20 vezes seguidas como cantor de ópera, muito menos como metaleiro rá, rá, rá… Ademais, a metralhadora cheia de mágoas de Morgenstern alveja ainda todos os demais fãs dos Beatles, desde o mais tenro ao mais idoso, os quais são, na avaliação onisciente dele, igualmente patéticos e controversos. Ai, ai, ai…

Pessoas que crescem ouvindo Iron Maiden sabem da aventura que é viver. Pessoas que crescem tendo como referências John Lennon, Beatles… crescem pedindo paz e tolerância e votando em defensores do MST e do Estado Islâmico para cuidar dos obscurantistas. Ou viram comentaristas de política achando que gritar “democracia” e “religião pacífica” é a solução para o mundo.

Ora! Isso é uma regra para todos os fãs dos Beatles, sábio Morgenstern? Nossa! Eu não sabia que eu era assim! Acho que preciso rever minha postura o quanto antes!

Mas sejamos francos: sua música Imagine é um lixo. Bem, todas as suas músicas são… Qualquer criança com meia hora de aula de piano é capaz de tocar Imagine inteirinha sem erros.

Dominador de toda ciência linguística, política, social, psicológica, metafísica, matemática, culinária, paranormal e espiritual do universo, Morgenstern desvenda para o seu público ávido por conhecimento a estrutura rítmica risível de Imagine ao revelar que a canção possui apenas duas notas óbvias ad nauseam, quando na verdade possui oito – sem contar que ritmo e nota são duas coisas totalmente distintas; é como você dizer que João ficou reprovado em matemática por ter tirado zero em português. Ora! Será que o senhor Morgenstern ao menos domina algum instrumento musical para falar de música com tamanha propriedade? Ou será que ele é só mais um papagaio de pirata que acha que entende de música??? Será que ele conseguiria provar na prática a risibilidade de Imagine por meio de um instrumento musical? Ou será que ele é só mais um falastrão bostejador com um ego inflado por ignorantes que puxam o seu saco??? Posso apostar com o leitor que Morgenstern não toca sequer caixinha de fósforo em rodas de pagode!!! (Lanço aqui um desafio de violões entre mim e ele).

Mas, de tudo o que foi dito até agora, entre mentiras e verdades, nada suscitou maior perplexidade de minha parte do que a infeliz e trágica comparação dos Beatles com Iron Maiden. PQP! Que cagalhada épica, Sir. Flávio Morgenstern!!!

A partir desse momento o texto dele não passa de um emaranhado de proselitismos baratos e recheados de sofismas que apenas corroboram para demonstrar o quanto ele odeia uma banda e lambe o traseiro da outra. Morgenstern tem a cara dura de pegar duas bandas historicamente importantes dentro de seus respectivos gêneros musicais e comparar coisas das quais não têm a menor relação entre elas! Meu Deus do céu!!! Desde quando Iron Maiden é uma banda conservadora, Morgenstern??? Puta que pariu!!! Eu poderia citar inúmeras músicas do Iron com conteúdo antirreligioso, satanista, ateísta, anarquista, libertário… qualquer merda que seja, menos conservador!!! A sua comparação infeliz apenas mostra que você não entende absolutamente nada de música – e agora estou na dúvida se realmente entende alguma coisa de política e filosofia – e avalia as suas preferências pessoais com base em preconceitos dos quais certamente se negaria a admitir.

Falta notar que tudo o que é bom na terra de Sua Majestade era rejeitado pelos Beatles: monarquia, bons modos, civilidade aristocrática, gentileza tradicionalista dos gentlemen, o individualismo que permite a noção de fronteira da cultura anglo-saxã.

Flávio, tu tá de sacanagem, né!!! Seu piadista!!! kkkkkkkkk… Os Beatles foram condecorados como Membros do Império Britânico pela própria Rainha Elizabeth num período em que o conservadorismo imperava até mesmo nos meios mais progressistas da sociedade, seu fanfarrão!!! Quando que uma banda com todos essas atributos pejorativos que você citou ganharia tamanha honraria em plenos anos 60??? PQP!!! Que decepção, cara!!!

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Sobre a propriedade privada e o capitalismo malvadão que você diz que os Beatles rechaçavam (e eu não encontro isso em letra alguma da banda, a não ser em Taxman, que foi uma crítica feita por George Harrison depois de ter descoberto por acaso que estava no grupo do “imposto complementar britânico”), mas que ao mesmo tempo se beneficiavam deles, eu acho que não eram os Beatles que tinham um Boeing 747-400 particular e cantavam sobre as desigualdades e injustiças sociais do planeta!

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Sim, caro Morgenstern, é possível que talvez agora, depois de velho, Bruce Dickinson tenha se tornado conservador, e isso certamente se evidenciou por causa das suas recentes declarações acerca do Brexit. Mas eu lhe asseguro que isso é coisa de velho! Paul McCartney, por exemplo, era viciado em LSD nos anos 60 e hoje é um vegano militante chato pra cacete. Que coisa, né!

Estes sim (Iron Maiden) sabem colocar Shakespeare, G. K. Chesterton, Samuel Taylor Coleridge, Gaston Leroux, Edgar Allan Poe, Frank Herbert, William Golding, Alfred Tennyson, John Wyndham e até um Aldous Huxley em suas letras…

Pronto, essa é a parte em que Morgenstern valida todo o seu cagalhaço filosófico em forma de texto citando um monte de cara fodão que você nunca ouviu falar na vida! Devo ser honesto e admitir que eu não posso refutar essa parte porque conheço muito pouco sobre o Iron Maiden. Contudo, a julgar pelo simples fato de que Renato Russo, por exemplo, também se inspirava em “caras fodões” quando escrevia suas letras, por mera dedução é naturalmente razoável concordar que grandes coisas eu também não posso esperar das letras do Iron. Ora! Lennon também cita Edgar Allan Poe em I am the walrus, e daí??? Ãh? Iron Maiden cita Chesterton? Só se for para criticá-lo, né, brother! Iron está muito mais para Nietzsche, Schopenhauer e o satanista Aleister Crowley (uma de suas maiores inspirações) do que para Chesterton, meu chapa! Sem contar que, pelo pouco que já ouvi da banda, são letras que fazem com que as músicas mais ofensivas dos Beatles pareçam canções de ninar para bebês de zero a dois anos de idade.

Agora repare nas letras abaixo e me diga quem as compôs (ganhará um doce se acertar):

Letra 1)Ai de vós, ó terra e mar/ Pois o demônio envia a besta com ódio/ Porque ele sabe que o tempo é curto/O ritual começou, o trabalho do satanás está feito/ 666, o número da besta/ Está havendo sacrifício esta noite

Letra 2)Você diz que você quer uma revolução / Bem, você sabe / Todos nós queremos mudar o mundo / Mas quando você fala em destruição / Não conte comigo / Você diz que mudará a constituição / Bem, você sabe / Todos nós queremos mudar a sua cabeça / Mas se você andar com fotos do Presidente Mao (Tse Tung) / Saiba que não vai convencer a ninguém.

Caro leitor, não vou colocar na balança as qualidades musicais do Iron Maiden com relação aos Beatles em termos de produção, harmonia, arranjo, composição, melodia, técnica e etc. São duas situações absolutamente diferentes, épocas diferentes, estilos diferentes, públicos diferentes e tantas outras coisas que não possuem a menor relação. Logo, tentar comparar qualquer coisa entre as duas bandas é tentar promover uma discussão idiota a fim de exaltar uma banda em detrimento da outra. Bom, apesar de achar o Iron Maiden uma BOSTA COMPLETA, chato, cansativo e repetitivo, a minha opinião não faz deles aquilo que eu penso. Não é porque a banda prega o ateísmo, ocultismo, satanismo, desobediência, anarquia e tantas outras coisas ANTICONSERVADORAS que eu vou dizer que a banda é um lixo só para atacar meus oponentes ideológicos. Acima de tudo, eu compreendo e respeito a importância que os caras têm no cenário musical e os parabenizo especialmente pelo mérito de conquistarem uma vasta legião de fãs ao redor do mundo, isso por si só já é digno dos mais sinceros aplausos e não de críticas pueris raivosas. Ademais, fazer textão na internet pra falar mal da banda só porque ela vai de encontro às minhas preferências político-ideológicas, além de ser uma grande perda de tempo, é também extremamente grosseiro e ofensivo para com aqueles que nutrem alguma admiração pela banda. Acho que o Sr. Morgenstern, na condição de candidato a formador de opinião, deveria ter o mesmo respeito para com os outros. Por fim, mas não menos importante, não acho que aqueles que curtem Iron Maiden sejam malditos e desgraçados – assim como são idiotas os fãs dos Beatles na interpretação preconceituosa de Morgenstern. Haja vista, de tudo aquilo que ele acha ter aprendido em suas intermináveis horas de leitura e aprendizado, talvez o bom senso seja o que mais está lhe fazendo falta agora!

All you need is love, Morgenstern!!!

O socialismo dá certo sim! E eu posso provar!!!

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Há um grande equívoco comum com relação à eficácia e o sucesso do socialismo. Ao contrário do que muitos afirmam, ele deu certo sim em todos os países por onde passou. Sim! Repito: o socialismo deu absolutamente certo por todos os lugares por onde passou!

Deixe-me explicar: O socialismo não é de fato um sistema de governo, tampouco um modelo econômico, mas é, sobretudo, um conceito desenvolvido para NÃO FUNCIONAR! É uma espécie de combo de desgraças muito mais eficaz do que as dez pragas do Egito juntas. Essa desgraça serve tão somente para dividir um país em duas únicas classes: A elite política e a plebe miserável.

Pelo amor de Deus, entenda de uma vez por todas, quando o PSOL, por exemplo, diz que luta por igualdade e justiça social por meio do fim da propriedade privada e da distribuição de renda ele está na verdade dizendo pra você que nivelará todos por baixo e os tornará miseravelmente iguais, sejam eles ricos, classe média ou pobres (exceto os ricos que estão de mãos dadas com a classe política). Farão isso sistematicamente através das altas cargas tributárias; sabotagem na economia por meio da intensa intervenção estatal, corrupção e péssima gestão pública; destruição total da tradição cultural de seu povo; divisão da população por meio de suas diferenças naturais, ideológicas e empíricas; enfraquecimento gradual e ininterrupta das bases religiosas; subversão total da moralidade e do senso comum e doutrinação ideológica permanente nos círculos acadêmicos.

Leia aqui um excelente artigo em que prova a eficácia do socialismo na Venezuela.

Por que insistir no socialismo se ele comprovadamente não funciona?

Esse texto é uma resposta para um membro da página no facebook:

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Olá, xxxxxx, a sua pergunta é absolutamente pertinente e essa é uma dúvida comum entre a maioria das pessoas.

Veja, não há uma resposta única e conclusiva que defina a razão pela qual um país adota um modelo socialista, mas há sim um arcabouço de variáveis que convergem no mesmo objetivo. Em princípio as razões estão normalmente voltadas para motivações históricas. Contudo, existem os agentes que se empenham na implantação e execução desse sistema porque acreditam cegamente em sua eficácia, independentemente de seus fracassos historicamente comprovados (é como a cínica da Luciana Genro diz: Marx foi mal interpretado, uma hora nós acertaremos). Já outros se empenham na mesma tarefa porque visam aliar-se ao governo por meio de partidos políticos e assim lograr estabilidade e confortável status social. Já outros têm objetivos específicos de destruir a ordem vigente que está baseada num modelo conservador simplesmente por não concordarem com ela. Já outros são meros indivíduos que compõem uma gigantesca massa de manobra. E há muito mais exemplos…

Bom, mesmo diante de todas essas variáveis, há sim o propósito real e que é, em grande parte, incompreensível até mesmo para os que defendem o socialismo na prática. É impossível falar nesse propósito sem entrar no campo das especulações e teorias da conspiração. Eu particularmente acredito piamente que existem agentes estrangeiros estrategicamente infiltrados em nossa política – quando eu digo “infiltrados” eu não estou querendo dizer que eles participam ativa e presencialmente das assembleias constituintes que ocorrem diariamente nas câmaras, mas sim que comandam de longe tudo aquilo que será estabelecido por aqui. Esses agente são praticamente invisíveis até mesmo aos olhos dos parlamentares que ali atuam. Todos, absolutamente todos – assim como nós – não passam de meros fantoches desses agentes. A ONU é o cérebro desse comando e trabalha em conjunto com a União Europeia e os califados do Oriente Médio. É uma estrutura extremamente complexa e difícil de se rastrear.

O objetivo consiste em criar uma atmosfera onde se evidencie a injustiça histórica da classe burguesa para com os pobres, no qual o único jeito de se reparar tamanha injustiça seria por meio do socialismo, sendo que os agentes criadores desse conceito – e eu não me refiro a Marx, mas aos engenhos que se apropriaram de sua filosofia e a transformam numa verdadeira máquina de produzir miséria – sabem exatamente que esse mecanismo não funciona como descrito no rótulo, mas serve apenas para enfraquecer as bases econômicas, morais e jurídicas de um país emergente. Ora! O Brasil é muito rico em recursos naturais, abundante em petróleo e o seu povo é ordeiro e trabalhador. As células de comando dos países desenvolvidos e industrializados sabem que não há outra forma mais pacífica e eficaz de se conter um inevitável desenvolvimento de países como o Brasil senão por meio do socialismo e suas lutas de classe.

Contudo, para que essa estratégia dê certo a primeiríssima coisa que deve ser feita é atuar no ataque à soberania nacional por meio da desmoralização e o enfraquecimento das forças armadas. Em seguida desarmar a população por meio de legislações que a impeça de ter sequer o direito à legítima defesa. O próximo passo é dividir a população em classes antagônicas, as quais entrarão em incessantes embates ideológicos. Em paralelo, criar inexpressivos partidos políticos que atuarão como parte da estratégia das tesouras, dando ao público a falsa sensação de que existe oposição política no país. Por último, levar ao poder um partido político que garantirá a implantação, a execução e a manutenção desse modelo socialista. Ex: PT, PSDB, PMDB…

Socorro! O Brasil é um dos países mais homofóbicos do mundo!!!

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Soube há pouco que ontem passou no Fantástico uma matéria que falava sobre a impunidade dos crimes de homofobia no Brasil. Curiosamente, Tadeu Schmidt inicia a sua fala dizendo que o crime ocorrido em Orlando teve motivações específicas de intolerância e ódio – o que não deixa de ser verdade. Porém, a matéria perde todo o seu caráter genuíno e digno de qualquer respeito e credibilidade a partir do momento em que não deixa claro que tais motivações de intolerância e ódio, nesse caso específico, têm conexões íntimas e estritas com o fanatismo islâmico.

Como se não bastasse a maliciosa intenção do programa em ofuscar e desviar os verdadeiros culpados por esse atentado violento, valendo-se assim de mais essa tragédia para levantar bandeiras ideológicas e captar a atenção e simpatia do grande público acostumado a digerir desinformação goela adentro sem se dar ao trabalho de checar sequer as disponíveis fontes de informação alternativa e independentes, a matéria salta de uma realidade absolutamente assustadora, que é a expansão do terror que os grupos islâmicos vêm propagando pelo Ocidente afora, e adentra no seu universo de falácias frágeis e pueris que objetivam sustentar a grande farsa da homofobia epidêmica no Brasil.

A matéria é muito bem montada e induzir sutilmente o telespectador a observar e concluir equivocadamente que o grande problema da violência contra os homossexuais no Brasil não está exatamente nas agressões que eles sofrem, mas sim nas instituições religiosas e conservadoras que não enxergam tal problema dentro da mesma ótica do lobby LGBT, com isso passam a ser coniventes com tamanhas agressões – Isso fica absolutamente claro na fala do advogado especializado em Direitos Humanos, Dimitre Sales, no fechamento da matéria.

Ora! Qualquer indivíduo que tenha QI suficiente para amarrar os cadarços do próprio sapato não encontrará maiores dificuldades também em perceber o que realmente está por trás de todo esse jogo sujo e perverso. Em termos gerais a coisa funciona mais ou menos assim: Primeiro divide-se a população em três principais classes de grupos étnicos, religiosos e de gênero (para dar nome aos bois, é o Estado quem faz essa separação por meio de várias vias institucionais. As mais clássicas delas são as ONGs e as instituições religiosas, ambas essencialmente antagônicas); Uma vez separada a população, fomentar-se-á exaustivamente por meio do mainstream acadêmico, cultural e, especialmente, midiático um incessante debate entorno das preferências, costumes e anseios de cada grupo com base em suas posições políticas, ideológicas e empíricas. Esses debates, quando processados numa espécie de liquidificador imaginário gerador de contendas, resultarão num mix perfeito de intrigas e disputas que beneficiará ao próprio Estado, uma vez que este tem o total controle sob todas as instâncias legais que podem favorecer determinado grupo em detrimento de outro e assim controlar o nível de caos, ameaça e pavor que será injetado no meio social. Todavia, quanto maior for o caos instalado maior será o poder do Estado em controla-lo. Pronto, esse é o básico que você precisa entender (você não precisa aceitar, mas precisa entender).

No caso específico da matéria exibida no Fantástico, lanço aqui uma pergunta muito frequente: Qual é de fato a grande dificuldade que o lobby LGBT tem hoje em criminalizar a homofobia? [Essa resposta seja talvez uma das mais fáceis de todas as perguntas concernentes ao tema]

Por dois motivos muito simples:

1º) Os crimes com motivação homofóbica no Brasil não passam de uma grande farsa. Os números matemáticos são absolutamente claros e incontestáveis ao dissecar o tamanho do engodo que é empurrado goela abaixo da população. Assista aqui;

2º) Não há uma definição coerente do que seja homofobia quando associada aos eventos de violência que afetam tanto aos homossexuais quanto aos não homossexuais. Ou seja, é como afirmar que a homofobia está dentro de um mesmo contexto que vai desde uma injúria a um homicídio qualificado, quando o código penal é absolutamente específico para penalizar cada situação separadamente. Logo, homofobia pode ser qualquer coisa e pode não ser nada ao mesmo tempo. Contudo, no entendimento da gramática brasileira, homofobia está relacionada à repulsão aos homossexuais, geralmente demonstrado através de violência física e/ou verbal. Tal interpretação apenas reforça a firmação de que o termo não encontra respaldo suficiente quando confrontado com a realidade de que a grande maioria esmagadora dos crimes de homossexuais no Brasil, além de terem motivações passionais de gays com seus parceiros sexuais, está dentro de uma estatística que afeta a todos na qualidade de seres humanos. Logo, não existe violência específica contra homossexuais e violência específica contra héteros. Isso é mais uma grande mentira que querem nos empurrar goela abaixo!

Ainda dentro da segunda explicação, é válido pontuar que existe também uma poderosa estrutura montada a partir dos círculos acadêmicos universitários com fins específicos de distorção linguística, confusão interpretativa e alteração de significados que irão atender especialmente a uma determinada conveniência ideológica. Um exemplo claro do que estou dizendo pode ser confirmado na obra patética de Henry Beard & Christopher Cerf, o Dicionário do Politicamente Correto.

Dicionario-Pol-Corr
Agora eu pergunto a você: Que homofobia é essa onde um participante de um reality show com ampla audiência nacional, declarado publicamente gay, vence uma disputa acirrada com mais 50 milhões de votos dos telespectadores? Que homofobia é essa em que esse mesmo participante é eleito parlamentar por meio de voto popular no ano seguinte? Que homofobia é essa onde o parlamentar anterior, também assumidamente homossexual, foi eleito com quase meio milhão de votos nas urnas populares? Que homofobia é essa em que cada vez mais indivíduos homossexuais são vistos em locais públicos aos beijos e abraços e ninguém fala absolutamente nada? Que homofobia é essa com direito a cotas para cargos públicos, programas assistencialistas e procedimentos cirúrgicos de mudança de sexo assistidos pelo SUS? Que homofobia é essa onde os transexuais têm direito garantido por decreto presidencial a usarem seus nomes de círculo social na esfera da administração pública e também por meio de carteirinhas sociais válidas por todo território nacional? Que homofobia é essa onde os simpatizantes das causas LGBTs dominam grande parte da midia e dos principais canais de comunicação? Que homofobia é essa onde a temática homoafetiva está cada vez mais presente nos programas curriculares do MEC? Que homofobia é essa onde os gays têm espaço garantido nas telenovelas, nas peças teatrais e no meio cultural com status cada vez mais importantes? Que homofobia é essa que tem espaço garantido nas Conferências Nacionais de Bispos do Brasil?  Que homofobia é essa onde os jovens héteros, rapazes efeminados e meninas masculinizadas compartilham harmonicamente o mesmo espaço em comum, tais como as salas de aula, bibliotecas, cinemas, trabalho, eventos festivos em locais públicos, entre outros? Que homofobia é essa que domina hegemonicamente os círculos acadêmicos das ciências de letras e humanas? Que homofobia é essa que conta com o apoio das celebridades mais influentes da classe artística do país? Que homofobia é essa em que transexuais têm a prerrogativa de escolherem em qual banheiro público irão atender às suas necessidades privadas de ordem fisiológica? Que homofobia é essa que encontra as portas abertas de todos os templos religiosos cristãos, sejam eles protestantes ou católicos? Que homofobia é essa que tem pautas prioritárias nos programas nacionais de direitos humanos? Que homofobia é essa que conta com as mais de 350 mil ONGs espalhadas pelo país, as quais recebem volumosos recursos financeiros federais e de organismos internacionais para promoverem suas bandeiras ideológicas? Que homofobia é essa que logra ampla facilidade nas indenizações financeiras por assédio e danos morais, sejam eles nas esferas trabalhistas ou privadas? Que homofobia é essa onde os LGBTs possuem secretarias específicas para proteção de sua honra, as quais também recebem mananciais de dinheiro público para justificar seus custos operacionais? Que homofobia é essa que recebe atenção prioritária das polícias na elucidação de crimes ocorridos com a população LGBT? Que homofobia é essa que consegue captar volumosas quantias de dinheiro público para promover seus eventos comemorativos de orgulho gay? Que homofobia é essa que conta com os glamorosos seminários e fóruns internacionais promovidos pela ONU? Que homofobia é essa que  está quebrando paradigmas sociais e mudando legislações em todo Ocidente?

idiota

Mas não!!! A homofobia real, letal e que representa fidedignamente o ódio absoluto de toda uma classe retrógrada, machista, conservadora, genocida, fundamentalista religiosa e patriarcal – e que precisa a todo custo ser erradicada da face da Terra – não está em lugar algum, senão na declaração infeliz de um idiota que apareceu numa reportagem “séria” e “honesta” do Fantástico!!!

Você não precisa aceitar o que eu estou dizendo, mas seja ao menos honesto com a sua própria consciência!