Feminismo, um câncer social!

piramide

Quando comecei a minha peregrinação na internet o meu foco principal eram os antirreligiosos travestidos de neo-ateus de youtube. Não demorou muito e eu percebi que existia uma motivação oculta muito maior por trás de todo aquele alvoroço juvenil, o que me levou a buscar novas áreas de conhecimento como política e filosofia. Foram pelo menos 8 anos de contínuas pesquisas, leitura e investigação. À medida que eu adquiria mais informação eu constatava que o movimento neo-ateísta era apenas um dos vários tentáculos de um mesmo monstro que tinha como fonte primária de energia vital a filosofia marxista.

Hoje, com uma visão mais amadurecida e apurada acerca deste monstro, vejo que o tentáculo neo-ateísta não é de todo nocivo –  às vezes pode ser muito cômico –, ao menos quando comparado, por exemplo, com o feminismo moderno, esse sim, um tentáculo absurdamente vil e degradante, especialmente para a própria mulher.

Durante muito tempo eu enxerguei o feminismo como um movimento ingênuo e que não precisaria receber a atenção e o crédito que suas adeptas tanto reivindicavam. Entre uma pesquisa e outra fui percebendo, entretanto, que a questão não se tratava apenas de um simples ajuste nos setores sociais entre os sexos, mas sim de uma disputa visceral entre os gêneros que consistia necessariamente na supressão de um gênero pelo “empoderamento” do outro.

Mas foi passeando pela mente compulsiva e doentia de Shulamith Firestone, Judith Butler, Betty Friedan, Mary Wollstonecraft e Simone de Beauvoir que eu consegui dimensionar a evolução e o grau patológico do feminismo moderno. Descobri também que os neo-ateus, militantes gays e feministas radicais são todos, sem exceção, produtos de uma mesma linha de montagem, mudando apenas o modelo e a série em que são distribuídos no ambiente social, ademais, que suas reivindicações e contestações estão pautadas não no campo das ideias e do diálogo, mas sim na exigência de se cumprir uma suposta reparação histórica pelas vias da imposição com verniz democrático, sobretudo baseado num discurso de ódio revanchista disfarçado de reivindicações legítimas.

Sempre que paro para fazer essa reflexão imediatamente me vem à cabeça personalidades importantes como Marie Curie, Ada Byron Lovelace e tantas outras mulheres de séculos passados que foram verdadeiras referências históricas positivas para a projeção da mulher na sociedade. Curiosamente, na contramão da vanguarda feminina, o movimento feminista, especialmente a partir da segunda onda, esforçou-se herculeamente para mostrar para a própria mulher o “desvalor” que ela tinha perante uma sociedade majoritariamente dominada por homens. Com efeito, as mulheres foram gradativamente crescendo para baixo ao ponto de se prestarem hoje ao papel abjeto de negarem a própria natureza feminina enquanto ser biológico.

Mas como isso aconteceu?

Além da pirâmide mostrada acima, muitas são as razões para o movimento feminista encontrar larga facilidade de expansão e novas adesões – até mesmo de quem menos se espera –, especialmente nos dias de hoje. Citarei abaixo quatro causas mais evidentes:

  • Primeiramente, o feminismo é um movimento oportunista e mentiroso na raiz e, como se camufla por meio de vários outros tentáculos menores dentro de um tentáculo principal, consegue enganar a maioria de seus adeptos através da confusão exegética gerada a partir da dificuldade que seus adeptos têm de identificar as mentiras no meio das verdades propaladas (Por exemplo, a falácia da diferença entre feminismo e femismo é uma dessas confusões programadas). Ademais, temas como ideologia de gênero foram desenvolvidos para serem executados e não para serem compreendidos, daí a dificuldade de se encontrar um debate sério e consistente que demonstre, pelas vias de fato, quais são os verdadeiro objetivos dessa temática;
  • O relativismo, o socioconstrutivismo e a inversão ininterrupta dos valores morais e da perda de percepção da realidade são elementos essenciais para o movimento encontrar terreno fértil para sua expansão;
  • Influencia significativamente também que seus simpatizantes, adeptos e militantes tenham crescido numa estrutura familiar desregrada, violenta ou perturbadoramente desestruturada, que tenham pouca ou nenhuma base política (de preferência que tenham raiva de política), que encontrem e se identifiquem com grupos (ONGs) que compartilhem frustrações e traumas acumulados em toda sua bagagem afetiva, de modo que recebam estímulos contínuos para exorcizar tais feridas emocionais sempre que possível, seja por meio de declarações públicas de menor alcance nas redes sociais, culpabilizando os outros por suas próprias fraquezas e frustrações, seja pela promoção de histeria coletiva pública exigindo do Estado maior participação na temática feminista;
  • Sentimento de rejeição, tenha ele ocorrido na infância pelos pais ou responsáveis, por meio de bulling na formação da personalidade, por violação / violência sexual precoce ou seja também por frustração amorosa – o famigerado “Pé na bunda”. Ademais, em muitos casos o estímulo contínuo advindo dos círculos acadêmico também tem peso fundamental nesse processo.

Os resultados trágicos e visíveis dessa reengenharia contemplam as mais variadas camadas da pirâmide social. Além de se materializarem no mundo real por meio de legislações bizarras e segregacionistas, eles também se refletem nas mais variadas formas – sejam elas coletivas ou privadas –, indo desde o ignorante útil que nunca leu sequer uma única linha de Marx e Engels – especialmente em A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado –, mas que se julga apto a fazer uso de termos – agora populares – como “patriarcado”, “macho opressor“, “Estado laico”, “misoginia”, “dívida histórica”, “Nazifascista” em seus discursos rasos que mais parecem autênticos atestados de frustração e incapacidade, até a juíza nonsense e esquerdista caviar que, como uma espécie de “mea-culpa”, critica abertamente a meritocracia por ter alcançado o mais alto cargo público com o menor esforço possível – e mesmo assim continuar atuando confortavelmente como uma agente parasita do Estado, demonstrando assim a verdadeira essência do socialismo.

Sinceramente, eu já tive muita raiva dessa gente. Hoje o sentimento mais refinado que consigo ter é PENA.

Trocam-se os porcos. Mantém-se o chiqueiro!

porcos

Eu havia dito lá na página do facebook que comentaria sobre o impeachment da “presidenta inoçanta”. Cheguei a preparar um vídeo a respeito, mas não ficou bom, então decidi não postá-lo. Sendo assim farei aqui uma breve reflexão sobre esse processo com base na percepção de que tive de todo o espetáculo midiático que nos foi apresentado.

Começo dizendo que a votação na câmara dos deputados foi muito mais empolgante e saborosa do que a ocorrida no senado federal. No senado, embora as imagens flagrantes da “inoçanta” totalmente à vontade em meio às gargalhadas de seus algozes fossem absolutamente estranhas e suspeitas, dadas as circunstâncias, eu acreditei piamente até os últimos instantes que todo o processo estava sendo conduzido dentro da mais genuína legitimidade –  Ledo engano!

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A decisão anômala e irresponsável do ministro Ricardo Lewandowski em rasgar a Constituição Federal diante dos milhões de brasileiros que assistiam ao julgamento da “inoçanta” pela televisão apenas mostrou o óbvio: que leis no Brasil  não valem mais nada!

Isso, evidentemente, não é de todo estranho, pois basta olharmos para o lado e veremos na prática o delito nosso de cada dia. Sim, ele está no aluno que não respeita mais o professor, no filho que não obedece aos pais, no prefeito que desvia as verbas da merenda, no motorista que suborna o guarda de trânsito, no jovem que não respeita o idoso, no advogado que defende o bandido e no juiz que inocenta o criminoso… Tais práticas e condutas, já incorporadas à nossa cultura, não passam de meros reflexos de décadas de esforços pela relativização do estado de coisas, quebra de paradigmas, rejeição dos valores, banalização dos princípios, desconstrução da moralidade e negação da realidade enquanto tal – Nada de novo até então.

Bom, indo direto ao ponto, eis um breve resumo das estratégias que levaram o Brasil a se afogar no mais profundo mar de lama e também um breve resumo das tragédias que ainda estão por vir:

  • Cria-se o Foro de São Paulo em 1990 (baixa relevância e influência de 90 à 95);
  • O governo FHC prepara o terreno para a grande tomada socialista;
  • O PT ganha amplo apoio popular em razão das promessas populistas e assistencialistas;
  • Uma vez no poder por meio do voto popular, o PT, ao mesmo tempo que dá com uma mão, tira com a outra (intensifica-se a ampliação e distribuição de benefícios para a população de baixa renda);
  • Inicia-se o projeto de aparelhamento estatal por meio de “caixa dois”, compra de parlamentares e instituições (intensifica-se as atividades do Foro de São Paulo);
  • Forças armadas, poderes legislativo e judiciário são aparelhados;
  • Milhares de ONGs de esquerda são montadas e financiadas por organismos estatais e paraestatais (nacionais e internacionais);
  • Novas agências reguladoras são criadas, abarcando os setores mais críticos e essenciais do país, tais como infraestrutura, comunicações, meio-ambiente e defesa;
  • Sindicatos ganham força, MST cresce e organiza-se com o apoio do governo;
  • Cria-se a Empresa Brasileira de Comunicação, a EBC (os principais meios de comunicação também são aparelhados);
  • Cursos universitários públicos e privados, especialmente os de humanas, tornam-se verdadeiros centros de formação e doutrinação marxista;
  • Campanhas intensivas de demonização ao regime militar são promovidas e disseminadas;
  • O mainstream cultural e artístico passa a receber vultuosos incentivos financeiros para apoiar a agenda do governo e os programas sociais;
  • Inicia-se uma massiva campanha de disputas e diferenças entre a população com base na raça, credo, sexualidade, posição política e social;
  • Em paralelo, o Brasil é sistematicamente sabotado e golpeado pelos 13 anos de governo PT;
  • A intencional e programada má gestão dos presidentes Lula e Dilma, associada à constante prática de corrupção partindo do alto escalão político, afetam a economia e reputação do Brasil em níveis globais;
  • Com a economia bastante fragilizada e sua má reputação internacional o Brasil encontra grandes dificuldades de manutenção de crédito e relação comercial com os países industrializados;
  • Escândalos de corrupção vêm à tona diariamente nos noticiários (inicia-se o plano para troca de comandos);
  • População sai às ruas protestando contra o atual governo;
  • Sérgio Moro entra em cena com a Lava Jato;
  • Presidente Dilma é afastada, mas mantém prerrogativas parlamentares e Lula, embora investigado, mantém-se longe de ser preso;
  • Eduardo Cunha é cassado, servindo assim como referência de cumprimento rigoroso da lei, dando a falsa impressão de que a concessão dada para Dilma no senado também foi legítima [item atualizado em 12/09/2016];
  • Michel Temer entra como um dublê para fazer o “serviço sujo” que o PT não faria;
  • Medidas impopulares, tais como mudanças no FGTS, leis trabalhistas, carga tributária, aposentadoria e programas sociais são profundamente modificados numa tentativa de retomada urgente da economia;
  • Com relativa melhora nos índices econômicos, Brasil recupera a credibilidade junto aos credores internacionais, firma acordos diplomáticos e capta empréstimos trilionários astronômicos quase vitalícios;
  • Nesse ínterim a população de baixa renda e grupos de movimentos sociais são brutalmente afetados;
  • Em decorrência das medidas impopulares tomadas pelo presidente dublê Michel Temer o clamor e o furor da esquerda se intensificam, ganhando cada vez mais novas adesões, inclusive dos que apoiaram o impeachment da Dilma;
  • População é convocada para novas eleições. Temer sai;
  • A esquerda, possivelmente por meio de um novo partido ou coligação, ressurgirá das cinzas sustentando-se no argumento de que sofrera um duro golpe da direita com o impeachment de Dilma. Ademais, ganha amplo apoio popular pela promessa de reaver todos os benefícios tirados pelo governo golpista Temer;
  • Tal partido de esquerda, com um arranjo diferente, mas com os mesmos protagonistas de sempre, assume novamente o poder por meio de voto popular;
  • Direita política tenta reagir, mas não passa de um mero peso morto que não exerce efeito significativo algum;
  • Brasil torna-se o eixo central do bloco comunista latino-americano, descendo ao mesmo nível da Venezuela.

Eu rezo todas as noites para estar redondamente enganado!

Qual o melhor caminho a seguir para ser íntegro consigo mesmo?

persistencia

Talvez uma das coisas mais difíceis para alguém acima dos 40 anos seja admitir que não conseguiu acompanhar as rápidas mudanças ocorridas no mundo nas últimas décadas.

Mas há uma razão plausível para isso: Veja, você passa os primeiros dez anos de sua vida ouvindo um sonoro “não!”, dentro e fora de casa. Se você for uma pessoa mentalmente saudável acabará se condicionando sem muitas dificuldades a um sistema de normas éticas, morais e políticas que irão moldar o seu caráter, sua personalidade e sua visão de mundo para o resto de sua vida. Não demora muito, você cresce e aprende uma profissão com o objetivo inicial de pagar suas contas, vestir-se, alimentar-se e divertir-se quando possível. Contudo, as responsabilidades aumentam à medida que novos compromissos e alianças são celebrados e, por força da necessidade, você se aliena cada vez mais no trabalho pelas próximas décadas a fim de garantir não apenas a sua subsistência, mas agora a de sua família.

Em meio aos compromissos e desafios do dia a dia você não vê o tempo passar, tampouco percebe as mudanças que ocorrem diante dos seus próprios olhos. Um belo dia você acorda e, ao deslocar-se para o trabalho, se depara com um trânsito totalmente congestionado por causa de um grupo de moradores de uma determinada comunidade que decidiu queimar pneus no meio da rodovia em represália à morte de um traficante abatido em confronto com a polícia. No dia seguinte você perde o seu voo por conta de um protesto feito no acesso principal ao aeroporto promovido por moças universitárias com os seios à mostra e segurando cartazes pedindo a legalização do aborto e o fim da violência contra as mulheres. Noutro dia você liga a TV e lá está mais um caso de racismo – algo que você achava que só acontecia nas novelas da Globo e nos filmes de Hollywood. No mesmo dia o noticiário da tarde de outro canal denuncia a crescente onda de violência contra os homossexuais. Ao ligar o rádio do carro para ouvir a previsão do tempo escuta mais um caso de racismo, dessa vez contra uma apresentadora de TV. Ao acessar as recém-criadas redes sociais não entende porque muitos dos seus contatos estão com a foto padronizada em condolência aos palestinos mortos na Faixa de Gaza. Ao emitir uma opinião sobre um determinado tema de interesse público, com base nos valores que possui, você é automaticamente tachado de fascista sem ter a menor noção do que isso possa significar. Sem ter uma opinião formada – e também para não desapontar as pessoas do seu círculo social – concorda que o Diogo Mainardi só escreve besteira – mesmo sem nunca ter lido um único artigo dele sequer – e que um tal de Jair Bolsonaro, órfão da ditadura militar, é um verdadeiro arrogante, patético, antiquado e antissocial. Naquela mesma noite você decide criticá-los nas redes sociais com base na opinião de seus colegas apenas para se sentir parte do meio. Na manhã seguinte, ao ler o jornal pendurado na banca, observa que uma tal Comissão Nacional da Verdade está prestes a ser criada com o intuito de punir militares que cometeram crimes contra a humanidade na ditadura militar. No seu intervalo para o almoço assiste novamente na TV que um grupo organizado de ateus entrou com processo judicial pedindo a exclusão da frase “Deus seja louvado” das cédulas de real. Ao fazer uma pausa para o café percebe que alguns de seus colegas estão conversando sobre as cotas raciais, casamento gay e os avanços sociais do atual governo. No consultório médico, enquanto aguarda ser chamado, observa que a capa da revista destinada para os pacientes traz uma matéria exclusiva sobre o empoderamento da mulher moderna e a luta contra o patriarcado machista opressor. Enquanto observa estático a revista, uma música ambiente de fundo do Marcelo D2 faz apologia às drogas e na sequência uma outra canção do Cazuza ataca a burguesia. Ao buscar o seu filho na escola recebe um bilhete da secretaria informando que não haverá mais a comemoração de dia dos pais, mas sim do dia dos cuidadores. Ao chegar em casa, movido por um atípico impulso de curiosidade, decide examinar os livros didáticos do seu filho e constata que não há mais menção ao Hino Nacional, ao patriotismo, às organizações sociais políticas brasileiras, à moral e cívica e à religiosidade, mas há, no lugar, o multiculturalismo, o humanismo secular, a inclusão social, a diversidade, a tolerância, os direitos humanos, o africanismo, os movimentos feministas, o ateísmo militante com verniz de disciplina científica, as maravilhas do socialismo cubano e uma assombrosa demonização do período militar brasileiro, do capitalismo imperialista norte americano, da meritocracia individualista, do cristianismo e seu genocídio histórico por meio da inquisição e das cruzadas. Constata que há também uma evidente propaganda sexual disfarçada de cidadania e combate à homofobia. Sobretudo, espanta-se terrivelmente ao descobrir que alguns professores do seu filho defendem abertamente um novo conceito chamado ideologia de gênero, o qual afirma que não se nasce homem ou mulher, mas se constrói tais gêneros por meio de imposições sociais.

Num dado instante qualquer, quando você menos espera, uma luz intensa se acende no meio da escuridão como se um trem em alta velocidade estivesse prestes a te atropelar, daí a sua ficha cai e você se pergunta: “O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM O MUNDO???

Nesse exato momento você se depara diante de uma estrada que se dividem em dois lados – e eu não me refiro aqui à direita ou esquerda política, mas a uma escolha de postura frente às novas constatações:

Um dos lados é o mais fácil, o mais aceito, o mais popular, o mais descolado, o mais confortável e o mais escolhido. A saber, o lado da grande maioria. Nesse lado você não precisa se preocupar com as coisas que te cercam, pois alguém fará por você aquilo que você não quer fazer. Nesse lado o Estado é o seu tutor, garantidor e mantenedor de tudo aquilo que você julga precisar. Esse lado é admirado e até mesmo cultuado por muitos pelo forte clamor em favor dos fracos e oprimidos. Nesse lado você não precisa se dar ao trabalho de pensar muito, basta apenas cumprir os ditames acadêmicos, acatar o que diz a grande maioria e defender com unhas e dentes as pautas determinadas nas convenções do partido. O segredo é não questionar!

O outro lado, entretanto, é mais penoso e requer sacrifício, pois consiste numa busca incessante pela verdade e pelo conhecimento. Procura descobrir a origem de determinados problemas examinando a partir da raiz. Não se contenta com explicações pré-moldadas e formatadas pelos círculos acadêmicos ou midiáticos. Esse lado exige dedicação, entrega, estudos, investigação, pesquisas, análises e permanente observação. Questionar é o que move as pessoas desse lado. Esse é o lado que uma pequena minoria não conformada escolhe seguir e por essa razão tais indivíduos são constantemente atacados, difamados e caluniados por defenderem uma opinião própria e que normalmente conflita com a unanimidade.

Com efeito, uma das maiores frustrações para os que escolhem seguir o lado mais difícil da estrada não está exatamente na comprovação de que o mundo mudou para pior nas últimas décadas, mas sim na constatação de que as pessoas que poderiam fazer alguma coisa boa por ele se adaptaram às suas obscuras modificações sem muitos questionamentos. Pior ainda são os que estão chegando aqui agora e enxergam todo esse caos e inversão da realidade como parte integrante do mundo que os cerca.

Isso é no mínimo trágico!

Mais um crime de ódio racial. Desta vez contra a diva Preta.

preta
Sabe o que acontece quando um grupo de moleques zombeteiros e inconsequentes se organiza na internet pra infernizar a vida dos outros??? A direita conservadora paga o pato!!!

Quem já leu o livro Filho do Hamas surpreende-se no capítulo em que Mosab Hassan Yousef (autor do livro) revela que o próprio Yasser Arafat mandava os terroristas islâmicos mais leais explodirem bombas na Palestina para assim ter pretextos para atacar Israel.

Aqui no Brasil está virando rotina os casos de injúria racial serem automaticamente atribuídos aos conservadores de direita. Quem não se lembra do caso da menina do tempo do Jornal Nacional, Maria Júlia Coutinho, quando foi alvo de ataques racistas em julho do ano passado? A Polícia Civil conseguiu identificar pelo menos quatro suspeitos de publicarem as ofensas racistas na internet, dentre eles um adolescente de 15 anos cujo nome não fora revelado. Todos foram liberados após esclarecimentos e pagamento de fiança e respondem a processo em liberdade.

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O caso de Maju ganhou os holofotes da mídia nacional e repercussão em todos os meios de comunicação e redes sociais. Os justiceiros sociais de plantão, evidentemente, não perderam tempo em atribuir mais esse crime a uma direita conversadora cristã. Ora! De todos os envolvidos rastreados pela polícia nenhum deles tinha sequer aproximação com partidos políticos, correntes ideológicas, igrejas, convenções, institutos ou quaisquer movimentos de direita. Eram apenas moleques que queriam ver o circo pegar fogo!

MAJU
Todavia, Maju preferiu não alimentar o caso e tratou a questão da forma mais tranquila possível. Ela mesma chegou a declarar em edição ao vivo do Jornal Nacional que as provocações feitas pelos moleques era algo que não abalava sua personalidade como pessoa e profissional, ademais, tais ofensas não representavam a opinião de uma maioria. Maju saiu de cabeça erguida, vitoriosa e segura de si mesma, haja vista, o que não aconteceu com a diva Preta Gil.

Chamaram a Preta Gil de preta e ela não gostou. Chamaram-na de gorda e ela ficou magoada. Chamaram-na de artista sem talento e ela fez textão melancólico no facebook pedindo paz e justiça. Chamaram-na de macaca e ela ficou possessa. Chamaram-na de FEIA, daí a casa caiu de vez!!!

Indignada com tamanha injúria Preta decidiu registrar B.O. na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) acompanhada do seu chofer – ôps! – digo… marido, Rodrigo Godoy. Pronto! E assim foi veiculado no Jornal Nacional e nos principais portais de notícias sérias de todo o país naquele mesmo dia: “Preta Gil é vítima…

Filha de um grande ícone da música popular brasileira desde os tempos da Tropicália, o qual fora Ministro da Cultura no período de 2003 à 2008 a convite de Lula, cresceu com toda sorte de proteção e providência material imaginável – tal qual a grande maioria esmagadora dos brasileiros jamais sonharia em ter. Contou ainda com a influência do pai para lhe abrir as portas do concorrido e injusto mainstream musical. Curiosamente, das dez últimas relações amorosas que Preta assumiu publicamente apenas um foi com homem negro. Atualmente está casada com um homem branco que é 16 anos mais novo que ela (42). Coisas do amor, né!!!

[Tenho que dar o braço a torcer e reconhecer a precisão cirúrgica que tem uma frase muito interessante do Sir. Morgenstern. Permita-me plagiar aqui: Preta Gil acredita sofrer ofensas de babacas por ser negra, não por existirem babacas! ehehehe… Muito bom!!!]

E mesmo com toda sorte que o universo poderia lhe reservar Preta Gil se sente prejudicada e injuriada por um grupo insignificante de moleques desocupados dos quais ela nunca teve sequer um único contato na vida. Ademais, sente-se ainda vitimada por um ódio racial visceral irracional ao ser chamada de gorda que destrói balanças, que faz shows com fraldas geriátricas, que usa 1kg de pó de arroz na cara e que faz chapinhas no cabelo (algo que ela nega veementemente). Para Preta tamanha violência deliberada traduz-se por meio de um fenômeno que ela chama de “doença social”.

E você aí preocupado com os mais de 100 mil cristãos assassinados todos os anos ao redor do mundo apenas por serem cristãos, enquanto a Preta Gil sofre tamanha perseguição!!!

Ai, ai, quanto ódio nesse coração!!!

Uma breve reflexão sobre Leandro Karnal.

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É inevitável olhar para Leandro Karnal e não se lembrar de Michel Foucault, não pela a aparência física, mas pela habilidade inata com que ambos conseguem convencer grandes multidões por meio das mais bem elaboradas construções sintáticas.

Conheci Leandro Karnal há pouco tempo – não pessoalmente – através de uma entrevista no programa Roda Viva e por mais duas palestras suas – dentre várias disponíveis no youtube. É óbvio que eu não posso dizer quem é Leandro Karnal apenas por essas três referências, entretanto é absolutamente possível traçar as primeiras linhas do seu perfil como pessoa e docente.

É inegável que Karnal é um homem notável pela sua inteligência e especialmente pela sua eloquência. Possuidor de uma tranquilidade que às vezes chega a ser perturbadora, demonstra com ampla fluência conhecimentos sólidos nos mais importantes pensamentos filosóficos dos períodos históricos mais relevantes da humanidade. Embora se declare ateu convicto, reconhece a importância que a influência religiosa teve em sua formação e respeita a opção do indivíduo que escolhe fundamentar os seus conhecimentos no mesmo sistema.

Embora Karnal demonstre ter notáveis atributos positivos, eu, particularmente, tive certa dificuldade em visualizar o alvo principal de seus discursos. Vou além: Em alguns momentos é possível perceber certas incongruências em sua fala, especialmente quando ele se refere ao modo de operação individualista do homem, quando a evidência empírica nos mostra algo totalmente diferente; a saber, que tudo hoje em dia é produzido e distribuído para o coletivo e não para o individual. O pensar e agir hoje é coletivo, ao passo que o individualismo é cada vez mais rechaçado em todas as instâncias públicas e privadas. Pensar individualmente se tornou perigoso e mal visto hoje em dia. Nisso Karnal falha. Outro ponto, Karnal critica abertamente os mecanismos de autoajuda – e as motivações de tais críticas são perfeitamente compreensíveis e aceitáveis –, mas, curiosamente, faz com que as suas apresentações públicas em nada se diferenciem das palestras de autoajuda, por exemplo, de Augusto Cury, exceto pelo fato dele ser veementemente realista e projetar para o seu público a riqueza e a beleza do pessimismo encontrado, por exemplo, em Schopenhauer, em meio a muitos malabarismos e construções exegéticas refinadas. Em uma de suas palestras defende subjetivamente o método Paulo Freire quanto à flexibilização da linguística e a liberdade da fala e escrita – livres dos sistemas opressores de dominação –, mesmo que errados, desde que se faça compreender. Ao mesmo tempo critica os efeitos dessa flexibilização ao apontar o pobre repertório de palavras que os alunos dominam hoje em dia, assim como suas dificuldades e deficiências em interpretarem textos mais clássicos.

Há quem diga que Karnal é um ultra-esquerdista radical por criticar insultuosamente a direita conservadora e a família institucional monogâmica. Eu afirmo a vocês com toda certeza do mundo: Não! Karnal não é sequer esquerdista, muito menos radical. O intrigante em Leandro Karnal, contudo, é que em muitos momentos ele se projeta como tal e usa em seu favor certas temáticas que parecem lhes servir como um cartão de embarque para um possível estrelato – visto que hoje em dia defender as bandeiras de classes e oprimidos é requisito trivial para uma projeção popular de sucesso, e pelo visto essa é a única coisa que parece lhe faltar para ingressar no hall do politicamente correto e assim conquistar fama e dinheiro.

Sobretudo, é absolutamente incoerente que alguém com o conhecimento que ele demonstra possuir seja suficientemente ingênuo para defender apaixonadamente bandeiras que demonizem, por exemplo, o período do regime militar brasileiro, fazendo deste um dos mais trágicos e obscuros da nossa história, ao passo que isenta-se intencionalmente de criticar as outras ditaduras apreciadas e enaltecidas pela atual classe política dominante, ditaduras das quais foram muito mais genocidas e totalitárias quando comparadas com a ocorrida no Brasil. Ademais, é absolutamente ilógico que alguém com tamanha capacidade de percepção, avaliação crítica e sensibilidade como ele desmoralize deselegantemente em público uma iniciativa como o Escola sem Partido, chamado-a de “asneira sem tamanho“, ao passo que ignora sumariamente as evidentes influências da extrema esquerda marxista nos programas curriculares nacionais, desde os primeiros anos disciplinares até os mais altos níveis de graduação acadêmica, os quais são responsáveis por prover safras e mais safras de analfabetos funcionais que são anualmente despejados tanto na sociedade quanto no mercado de trabalho – e ele sabe disso!!!

Talvez essa seja a grande mística de Karnal – pra não dizer desonestidade intelectual e oportunismo –, vender a sua alma em troca de algumas centenas de milhares de autógrafos, conferências, entrevistas e best sellers.

Nicolau Maquivel disse que os homens costumam julgar pelo que veem, mas poucos são os que julgam pelo que sentem. Não sei se o meu julgamento é precipitado, injusto ou preconceituoso, mas foi o que eu senti sobre Leandro Karnal.

A cagalhada épica de Flavio Morgenstern!

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Certa vez li em algum canto da internet que Flavio Morgenstern era uma grande incógnita para muitos desde os tempos de Orkut. Eu particularmente gosto muito dos textos dele, especialmente o texto em que ele coloca Marcos Bagno debaixo do tapete após reduzi-lo a pó com o seu preconceito linguístico. Essa talvez seja uma de suas melhores refutações, diga-se de passagem, digna de todas as estatuetas já entregues na Academia nesses últimos dez anos.

Sem julgar pela sua aparência visivelmente imponente e o seu sobrenome intimidador, Morgenstern é sem dúvida alguma um dos pouquíssimos pensadores da internet habilitados a postular para si a prerrogativa de estar sempre certo sem dar ao oponente o mínimo benefício da dúvida. Mesmo com a sua gramática impecável e a sua rara habilidade em construir argumentos que dão mais voltas que uma montanha russa, Morgenstern não poupa sentimentos ao transcrever para o papel (ou para o word) toda a letalidade capaz de fulminar o seu adversário logo nos primeiros parágrafos. É muito poder para um mortal que caga fedido como todos os demais!

Devo confessar que em alguns momentos eu já encontrei ampla dificuldade para entender certas coisas que ele escreve, e a isso atribuo a minha inata incapacidade para compreender coisas mais complexas, o que pode ser facilmente resolvido quando nos colocamos em modo automático ao lermos os seus textos entrelaçados. Todavia, não é necessário dar-se muito ao trabalho para decifrar os seus malabarismos exegéticos tendenciosos, basta apenas concordar com o que ele diz e pular para o próximo parágrafo, fingindo assim ter entendido alguma coisa. Logo, se Morgenstern diz que algo é errado então é errado e ponto final, simples assim! Ademais, como prova conclusiva da sua notória sapiência, Morgenstern sempre incrementa os seus textos com pelo menos cinco ou dez citações de nomes de autores dos quais você jamais leu e jamais lerá em toda sua existia enquanto ser humano – haja vista, desconfio que nem mesmo ele os leu. É muita magnificência para um mortal que peida fedido como todos os demais!

Contudo, o algoz Morgenstern desta vez, por alguma razão não evidente em seu texto, decidiu exumar o falecido John Lennon para esmurra-lo impiedosamente com toda a sua elucubração ácida e inquestionável. O ponto de partida para o ataque deliberado contra o defunto foi o discurso odioso e virulento de Lennon travestido de canção popular inocente, a saber, a tão famigerada Imagine. Sim, devo reconhecer que John Lennon foi tudo aquilo que Morgenstern escreveu em seu texto e mais um pouco. A própria ex-esposa de Lennon e o seu primogênito já fizeram declarações públicas a respeito do ídolo que racharia de vergonha a cara de qualquer fã que se propusesse a andar vestido com uma camiseta estampada dos Beatles no meio da multidão.

Ora! Mas o que tem a ver o cu com as calças???

Penso que quando um autor compõe uma canção, por mais patética e tosca que ela possa parecer não é ele quem decide se esta será ou não um grande hit que ocupará o “top ten” das paradas de sucesso. Imagine poderia ser uma canção como outra qualquer, mas por uma série de razões – as quais envolvem a época, o contexto político e social num dado momento e, nesse caso específico, o assassinato de Lennon – caiu no gosto popular e acabou se tornando uma espécie de hino universal da paz. Eu particularmente acho um exagero, mas aconteceu. Ademais, além da questão estritamente musical, geralmente o fã cria internamente um personagem de seu ídolo a partir dos sinais e símbolos que são captados por meio de sua obra, seja ela sonora ou visual. Logo, ninguém idolatra John Lennon por ele ser um agressor, arrogante, prepotente, um estúpido ou hipócrita, mas o idolatra justamente pelos sonhos e aspirações que ele, por meio de sua obra, consegue despertar naqueles que o acompanham. Eu concordo plenamente que essa música é melodicamente chata e que o seu teor de hipocrisia e utopia chegam a ser ultrajantes, mas nada que um controle remoto ou um botão de volume não resolvam. Ademais, associar essa música às mortes causadas pelo ateísmo advindo do comunismo é muita meninice da sua parte, hein, senhor Morgenstern!

Mas pelo visto, a cólera gratuita de Morgenstern não se resume apenas a uma canção que tanto o irrita e desequilibra a sua atmosfera harmônica com o mundo que o cerca – friso aqui “mundo que o cerca” –, tampouco se resume à personalidade patética e controversa de John Lennon, mas estende-se inclusive aos demais membros da banda, como por exemplo o Sir. Paul McCartney, o qual fora condecorado pela Rainha Elizabeth como Membro do Império Britânico em 1965 – algo que Bruce Dickinson jamais conseguiria nem mesmo se morresse e reencarnasse 20 vezes seguidas como cantor de ópera, muito menos como metaleiro rá, rá, rá… Ademais, a metralhadora cheia de mágoas de Morgenstern alveja ainda todos os demais fãs dos Beatles, desde o mais tenro ao mais idoso, os quais são, na avaliação onisciente dele, igualmente patéticos e controversos. Ai, ai, ai…

Pessoas que crescem ouvindo Iron Maiden sabem da aventura que é viver. Pessoas que crescem tendo como referências John Lennon, Beatles… crescem pedindo paz e tolerância e votando em defensores do MST e do Estado Islâmico para cuidar dos obscurantistas. Ou viram comentaristas de política achando que gritar “democracia” e “religião pacífica” é a solução para o mundo.

Ora! Isso é uma regra para todos os fãs dos Beatles, sábio Morgenstern? Nossa! Eu não sabia que eu era assim! Acho que preciso rever minha postura o quanto antes!

Mas sejamos francos: sua música Imagine é um lixo. Bem, todas as suas músicas são… Qualquer criança com meia hora de aula de piano é capaz de tocar Imagine inteirinha sem erros.

Dominador de toda ciência linguística, política, social, psicológica, metafísica, matemática, culinária, paranormal e espiritual do universo, Morgenstern desvenda para o seu público ávido por conhecimento a estrutura rítmica risível de Imagine ao revelar que a canção possui apenas duas notas óbvias ad nauseam, quando na verdade possui oito – sem contar que ritmo e nota são duas coisas totalmente distintas; é como você dizer que João ficou reprovado em matemática por ter tirado zero em português. Ora! Será que o senhor Morgenstern ao menos domina algum instrumento musical para falar de música com tamanha propriedade? Ou será que ele é só mais um papagaio de pirata que acha que entende de música??? Será que ele conseguiria provar na prática a risibilidade de Imagine por meio de um instrumento musical? Ou será que ele é só mais um falastrão bostejador com um ego inflado por ignorantes que puxam o seu saco??? Posso apostar com o leitor que Morgenstern não toca sequer caixinha de fósforo em rodas de pagode!!! (Lanço aqui um desafio de violões entre mim e ele).

Mas, de tudo o que foi dito até agora, entre mentiras e verdades, nada suscitou maior perplexidade de minha parte do que a infeliz e trágica comparação dos Beatles com Iron Maiden. PQP! Que cagalhada épica, Sir. Flávio Morgenstern!!!

A partir desse momento o texto dele não passa de um emaranhado de proselitismos baratos e recheados de sofismas que apenas corroboram para demonstrar o quanto ele odeia uma banda e lambe o traseiro da outra. Morgenstern tem a cara dura de pegar duas bandas historicamente importantes dentro de seus respectivos gêneros musicais e comparar coisas das quais não têm a menor relação entre elas! Meu Deus do céu!!! Desde quando Iron Maiden é uma banda conservadora, Morgenstern??? Puta que pariu!!! Eu poderia citar inúmeras músicas do Iron com conteúdo antirreligioso, satanista, ateísta, anarquista, libertário… qualquer merda que seja, menos conservador!!! A sua comparação infeliz apenas mostra que você não entende absolutamente nada de música – e agora estou na dúvida se realmente entende alguma coisa de política e filosofia – e avalia as suas preferências pessoais com base em preconceitos dos quais certamente se negaria a admitir.

Falta notar que tudo o que é bom na terra de Sua Majestade era rejeitado pelos Beatles: monarquia, bons modos, civilidade aristocrática, gentileza tradicionalista dos gentlemen, o individualismo que permite a noção de fronteira da cultura anglo-saxã.

Flávio, tu tá de sacanagem, né!!! Seu piadista!!! kkkkkkkkk… Os Beatles foram condecorados como Membros do Império Britânico pela própria Rainha Elizabeth num período em que o conservadorismo imperava até mesmo nos meios mais progressistas da sociedade, seu fanfarrão!!! Quando que uma banda com todos essas atributos pejorativos que você citou ganharia tamanha honraria em plenos anos 60??? PQP!!! Que decepção, cara!!!

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Sobre a propriedade privada e o capitalismo malvadão que você diz que os Beatles rechaçavam (e eu não encontro isso em letra alguma da banda, a não ser em Taxman, que foi uma crítica feita por George Harrison depois de ter descoberto por acaso que estava no grupo do “imposto complementar britânico”), mas que ao mesmo tempo se beneficiavam deles, eu acho que não eram os Beatles que tinham um Boeing 747-400 particular e cantavam sobre as desigualdades e injustiças sociais do planeta!

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Sim, caro Morgenstern, é possível que talvez agora, depois de velho, Bruce Dickinson tenha se tornado conservador, e isso certamente se evidenciou por causa das suas recentes declarações acerca do Brexit. Mas eu lhe asseguro que isso é coisa de velho! Paul McCartney, por exemplo, era viciado em LSD nos anos 60 e hoje é um vegano militante chato pra cacete. Que coisa, né!

Estes sim (Iron Maiden) sabem colocar Shakespeare, G. K. Chesterton, Samuel Taylor Coleridge, Gaston Leroux, Edgar Allan Poe, Frank Herbert, William Golding, Alfred Tennyson, John Wyndham e até um Aldous Huxley em suas letras…

Pronto, essa é a parte em que Morgenstern valida todo o seu cagalhaço filosófico em forma de texto citando um monte de cara fodão que você nunca ouviu falar na vida! Devo ser honesto e admitir que eu não posso refutar essa parte porque conheço muito pouco sobre o Iron Maiden. Contudo, a julgar pelo simples fato de que Renato Russo, por exemplo, também se inspirava em “caras fodões” quando escrevia suas letras, por mera dedução é naturalmente razoável concordar que grandes coisas eu também não posso esperar das letras do Iron. Ora! Lennon também cita Edgar Allan Poe em I am the walrus, e daí??? Ãh? Iron Maiden cita Chesterton? Só se for para criticá-lo, né, brother! Iron está muito mais para Nietzsche, Schopenhauer e o satanista Aleister Crowley (uma de suas maiores inspirações) do que para Chesterton, meu chapa! Sem contar que, pelo pouco que já ouvi da banda, são letras que fazem com que as músicas mais ofensivas dos Beatles pareçam canções de ninar para bebês de zero a dois anos de idade.

Agora repare nas letras abaixo e me diga quem as compôs (ganhará um doce se acertar):

Letra 1)Ai de vós, ó terra e mar/ Pois o demônio envia a besta com ódio/ Porque ele sabe que o tempo é curto/O ritual começou, o trabalho do satanás está feito/ 666, o número da besta/ Está havendo sacrifício esta noite

Letra 2)Você diz que você quer uma revolução / Bem, você sabe / Todos nós queremos mudar o mundo / Mas quando você fala em destruição / Não conte comigo / Você diz que mudará a constituição / Bem, você sabe / Todos nós queremos mudar a sua cabeça / Mas se você andar com fotos do Presidente Mao (Tse Tung) / Saiba que não vai convencer a ninguém.

Caro leitor, não vou colocar na balança as qualidades musicais do Iron Maiden com relação aos Beatles em termos de produção, harmonia, arranjo, composição, melodia, técnica e etc. São duas situações absolutamente diferentes, épocas diferentes, estilos diferentes, públicos diferentes e tantas outras coisas que não possuem a menor relação. Logo, tentar comparar qualquer coisa entre as duas bandas é tentar promover uma discussão idiota a fim de exaltar uma banda em detrimento da outra. Bom, apesar de achar o Iron Maiden uma BOSTA COMPLETA, chato, cansativo e repetitivo, a minha opinião não faz deles aquilo que eu penso. Não é porque a banda prega o ateísmo, ocultismo, satanismo, desobediência, anarquia e tantas outras coisas ANTICONSERVADORAS que eu vou dizer que a banda é um lixo só para atacar meus oponentes ideológicos. Acima de tudo, eu compreendo e respeito a importância que os caras têm no cenário musical e os parabenizo especialmente pelo mérito de conquistarem uma vasta legião de fãs ao redor do mundo, isso por si só já é digno dos mais sinceros aplausos e não de críticas pueris raivosas. Ademais, fazer textão na internet pra falar mal da banda só porque ela vai de encontro às minhas preferências político-ideológicas, além de ser uma grande perda de tempo, é também extremamente grosseiro e ofensivo para com aqueles que nutrem alguma admiração pela banda. Acho que o Sr. Morgenstern, na condição de candidato a formador de opinião, deveria ter o mesmo respeito para com os outros. Por fim, mas não menos importante, não acho que aqueles que curtem Iron Maiden sejam malditos e desgraçados – assim como são idiotas os fãs dos Beatles na interpretação preconceituosa de Morgenstern. Haja vista, de tudo aquilo que ele acha ter aprendido em suas intermináveis horas de leitura e aprendizado, talvez o bom senso seja o que mais está lhe fazendo falta agora!

All you need is love, Morgenstern!!!

O socialismo dá certo sim! E eu posso provar!!!

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Há um grande equívoco comum com relação à eficácia e o sucesso do socialismo. Ao contrário do que muitos afirmam, ele deu certo sim em todos os países por onde passou. Sim! Repito: o socialismo deu absolutamente certo por todos os lugares por onde passou!

Deixe-me explicar: O socialismo não é de fato um sistema de governo, tampouco um modelo econômico, mas é, sobretudo, um conceito desenvolvido para NÃO FUNCIONAR! É uma espécie de combo de desgraças muito mais eficaz do que as dez pragas do Egito juntas. Essa desgraça serve tão somente para dividir um país em duas únicas classes: A elite política e a plebe miserável.

Pelo amor de Deus, entenda de uma vez por todas, quando o PSOL, por exemplo, diz que luta por igualdade e justiça social por meio do fim da propriedade privada e da distribuição de renda ele está na verdade dizendo pra você que nivelará todos por baixo e os tornará miseravelmente iguais, sejam eles ricos, classe média ou pobres (exceto os ricos que estão de mãos dadas com a classe política). Farão isso sistematicamente através das altas cargas tributárias; sabotagem na economia por meio da intensa intervenção estatal, corrupção e péssima gestão pública; destruição total da tradição cultural de seu povo; divisão da população por meio de suas diferenças naturais, ideológicas e empíricas; enfraquecimento gradual e ininterrupta das bases religiosas; subversão total da moralidade e do senso comum e doutrinação ideológica permanente nos círculos acadêmicos.

Leia aqui um excelente artigo em que prova a eficácia do socialismo na Venezuela.